RECOMEÇAR

Recomeçar é estar ferido e suportar; é estar cansado e continuar!

FLORESCIMENTO

O entendimento e a aceitação da capacidade em si direciona a um novo modo de ver a vida, o mundo e a nós mesmos.

AME-SE

Crônica publicada na Revista Ser Espírita.

CHICO XAVIER - TRAÇOS BIOGRÁFICOS

O sonho de todo médium é aproximar-se de sua obra!

O TEMPO E A ETERNIDADE

Não deixemos que o mal uso do tempo presente determine uma eternidade dolorosa.

13 de novembro de 2017

Perdão e Libertação

Todos os sofrimentos nos causam dilacerações profundas, que perdurarão pelo tempo que forem alimentados. Todo o momento que revivemos a causa da dor provocada, é uma forma de aprofundar  o que não precisa continuar.

Viver é um fardo bem difícil e pesado, e não é qualquer pessoa que consegue viver com leveza, e conviver com tranquilidade, a fim de aproveitar tudo que é necessário aprender.

Inevitavelmente, enfrentaremos situações adversas, e que significarão a melhora que tanto se necessita. Essa vivência transfigurada em aprendizado nos permite crescer a cada experiência.

O viver é uma grande jornada empreendida no nascimento, e finalizada no falecimento corporal. Esse instante de separação denota não a purificação instantânea, mas sim a possibilidade de compreender os passos dados durante a caminhada.

A separação não é uma forma de classificar ou reclassificar segundo as próprias categorias. Porém de exemplificar tudo que foi verdadeiramente possibilitado. No instante, desse enxergar a obra empreendida nos permite observar e avaliar o que precisa ser perdoado.

Compreender que por diversas situações também necessitamos de perdão. Por vezes acreditamos que somente nós precisamos perdoar, olhando apenas pelo ângulo da própria dor. E, conservando um sentimento de superioridade ante as limitações do outro, e qualquer reação é plenamente justificada, uma vez que fui eu, a pessoa ferida. Logo, preciso perdoar, tal qual um ato de misericórdia.

Contraditoriamente, o perdão sincero não precisa ser verbalizado, pois ele acontece na intimidade do ser. Ocorre no reconhecimento de minha parcela de culpa, e também pedir perdão. Esse reconhecimento nos permite viver tranquilamente, e aguardar o momento adequado para que o diálogo seja fraterno e sincero.

Perdoar é libertar-se do sentimento de indignação e insatisfação ante os aprendizados da vida. Perdoar dói, porque dói reconhecer a própria da culpa.


16 de setembro de 2017

Tempo de crescer

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Em todas as etapas de nossas vidas vivenciamos a expectativa da conquista. Desejamos e esperamos avidamente ostentar: o diploma, o relacionamento, os círculos de amizades, os passeios, os eventos, e tudo aquilo que pode ser considerado uma aquisição e nos tornar algo mais. Ao longo desse viver não compreendemos a necessidade de crescer. Pensamos sempre no crescimento métrico, aquele que nos deixa maiores ou menores em relação à algo.

Cada fase do desenvolvimento humano proporciona um tipo de crescimento. A fase uterina nos amadurece para sobreviver ao mundo após sair do envólucro materno. A infância é quando reconhecemos os mais próximos à nós e com quem podemos contar na nova caminhada. Na adolescência temos a fase de estabelecimento de nós mesmos, quando temos a oportunidade de tomar decisões. A vida adulta, é a fase mais complicada, pois é onde definitivamente devemos andar com as próprias pernas, e arcando com as consequências de cada decisão. Não à toa ela é a mais longa de nossa existência. Já a velhice é a fase de colheita. Quando observamos com mais cuidado, e tempo o resultado de nossas escolhas.

Quando pulamos fases, ou evitamos refletir antes das escolhas estamos decidindo como será a última fase dessa caminhada. O crescer faz parte dessa escolha consciente, pois antes de decidir avalio as consequências. E isso somente é possível se consigo perceber outras pessoas além de mim.

Crescer envolve a consciência de si, e sua significação ante o ambiente em que se vive. E não se deve avaliar o agora pelo minuto anterior. A situação atual envolvem decisões mais anteriores que minutos atrás.  Uma forma de avaliar a adolescência é como foi a infância, e então entender os desdobramentos da fase adulta, para que a velhice seja mais tranquila.

O crescimento depende de disposição em se conhecer, em se querer e se amar. Quando conseguirmos avançar nessas três fases, estaremos verdadeiramente Crescendo!

5 de julho de 2017

Queria que tivesse música


O reencontro sempre haverá.
Os olhos se desejando é uma certeza.
Os corações acelerados é mais que permanente.

Reencontrar quem faz todo o sentido à existência, é capaz de parar o tempo.

Planejo música que nos embale à rememoração dos sentimentos conquistados entre lágrimas.
Que será ouvida somente pelos corações, e anestesiará as emoções, tais quais os amantes das películas.

Completamente perfeita, é cantada pelos mais belos anjos em regojizo de alegria sublime.

O clamor de reencontrá-lo me faz desejar intensamente que logo chegue esse momento.
Porém, é preciso sanar as pendências, para que o viver seja feliz, ainda que nas adversidades.

Francy Rocha

14 de agosto de 2016

Questionamentos

Qual a percepção que temos de nós mesmos?

Em que ponto de nossa trajetória nos perdemos de nós mesmos, a ponto de sequer reconhecer alguém necessitado e não ajudá-lo?

Como é possível passar sem se perceber, ou perceber o outro?

Em que ponto de nosso breve instante nos desligamos de um sentimento que poderia nos levar à felicidade?
Porque escolhemos o sofrimento ao invés da plenitude?

Discorro acerca desses questionamentos desde um momento num transe mediúnico, onde ao receber uma entidade em profundo sofrimento, mas não a ponto de se reconhecer como tal necessitado. Este espírito milenar que vem travando lutas incessantes na busca de revanche e vingança, se perdeu de si mesma em sentimentos tão distantes do ideal de carinho e compaixão.

Ao recebê-la seu psiquismo e sentimentos misturaram-se aos meus, e pude perceber e experimentar um pouco de sua desordem psíquica, demonstrada  por comportamentos desconexo e desorientado, no qual somente importava o sofrimento do outro. Além desse desejo de revanche, encontra-se a procura de si mesma por meio da vingança tão sonhada desde os tempos de Cristo.

A localização temporal do início dessa perseguição me trouxe à luz outro questionamento: Como é possível uma "pessoa" permanecer em lutas milenares sem que se perceba o tempo passando, e seus perseguidos irem e voltarem de encarnações em busca de reparação? Como é possível que ela não perceba o quanto ficou para trás, literalmente, desejando e provocando o mal de determinadas pessoas?

Acredito que o sentimento vingativo nos "congela" num tempo que somente existe para nós, pois nos travamos em situações que são tão corriqueiras como o tempo. O que fica é o resultado de nossas atitudes.

Imaginemos quanto tempo será necessário para que essa moça consiga expurgar de seu psiquismo os sentimentos ruins que tanto cultivou. Quantas expiações serão necessárias; de quantas provações precisará?

Assim, chego a novos questionamentos: quanto mal posso ter causado? Quanta vingança desejei; o quanto quis que meus oponentes caíssem, para me regozijar com sua queda?

Cada atendimento que fazemos; cada irmão que recebemos nos traz um manancial de dores e tormentos que poderíamos ter causado. Pensando assim, percebo que minha tarefa mediúnica é, principalmente, o apaziguar de um passado delituoso.

As lições são infinitas e diárias, e jamais cessarão.

Cada enfermo se aproxima conforme nossas enfermidades. Por isso, reclamar da tarefa é a maior redundância que podemos cometer.

Acolher é nosso dever moral.

Compreender e aceitar é nosso dever evolutivo.

Francy Rocha

10 de junho de 2016

EUTANÁSIA

História contada por Chico Xavier
Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.
O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:
- Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?
Chico respondeu:

- Não creio doutor. Esse nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a providência divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quando mais tempo aguentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.
- E como resgatará ele seus crimes? – Perguntou o médico.
- O irmão X costumava dizer que Deus usa o tempo e não a violência. - respondeu Chico Xavier

Diante da dor e do sofrimento, ouvimos pessoas dizendo: “Eu não acho justo tanto sofrimento!” Quem afirma isto, está achando indiretamente, que Deus é injusto.
São Luiz, no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 28 diz: “Quem nos dá o direito de prejudicar os planos de Deus? (Se aquela pessoa sofre, é porque está ressarcindo no corpo, os débitos e liberta-se dos erros do passado). Será que Deus não pode deixar uma pessoa chegar à beira da morte, para depois curá-la, com a finalidade de fazer com que aquela pessoa examine a si mesmo lhe dando a chance de modificar seu modo de pensar e agir? Ninguém pode dizer que uma pessoa moribunda está perto do fim, porque a ciência, comete erros nas suas previsões. Sabemos que há casos que podemos considerar, desesperador. Mas se não há nenhuma esperança possível, lembremos que há doente que se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes. Essa hora é concedida por Deus, e pode ser de grande importância, porque o Espírito pode ter um súbito clarão de arrependimento que poupam muitos tormentos. Um minuto apenas pode poupar muitas lágrimas no futuro.”
Portanto: Matar nunca!
Nossa encarnação é planejada minuciosamente.
Nós formamos corpos físicos, quem dá vida ao corpo físico é Deus. Por isso, não temos o direito de destruí-la. Seja através do aborto, do suicídio, da pena de morte, eutanásia . . .
"Que os conhecimentos médicos vigentes possam ajudar os que se acham à beira da desencarnação, facilitando-lhe um tranqüilo retorno ao Invisível sem comprometimento negativo de médicos, enfermagem ou familiares."

Raul Teixeira

20 de maio de 2016

O Retorno do Apóstolo Chico Xavier

Relato de Joanna de Ângelis sobre a chegada de Chico Xavier na Espiritualidade...

Francisco Cândido Xavier - apóstolo de Jesus!

Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas. Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.

Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação. Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.

Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis. Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.

Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências. Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.

Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade. Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem. 

Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido. Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas. As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.

A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade. Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém. Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.

Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa. Por isso mesmo, o seu foi mediumato incomparável...

E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe: – Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.

JOANNA DE ÂNGELIS (Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 2 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.) Texto extraido do Reformador - Agosto/2002 Especial - FEB