RECOMEÇAR

Recomeçar é estar ferido e suportar; é estar cansado e continuar!

FLORESCIMENTO

O entendimento e a aceitação da capacidade em si direciona a um novo modo de ver a vida, o mundo e a nós mesmos.

AME-SE

Crônica publicada na Revista Ser Espírita.

CHICO XAVIER - TRAÇOS BIOGRÁFICOS

O sonho de todo médium é aproximar-se de sua obra!

O TEMPO E A ETERNIDADE

Não deixemos que o mal uso do tempo presente determine uma eternidade dolorosa.

26 de junho de 2014

Fora da Caridade não há Salvação

Cap. XV - FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Instruções dos espíritos:  Fora da Caridade não há salvação.

Item 10

"Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão contidos os destinos dos homens na Terra e no Céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no Céu, porque aqueles que a tiverem praticado, encontrarão graça diante do Senhor. Esta divisa é a luz celeste, a coluna luminosa que guia o homem no deserto da vida para conduzi-lo à Terra Prometida, e brilha no céu como uma auréola santa na fronte dos eleitos, e na Terra está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, vós os benditos de meu Pai. Vós os reconhecereis pelo perfume de caridade que espargem ao seu redor.
Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada resume melhor os deveres do homem, do que está máxima de ordem divina; o Espiritismo não podia provar melhor a sua origem do que dando-a por regra, porque ela é o reflexo do mais puro Cristianismo; com um tal guia o homem não se perderá jamais. Aplicai-vos, pois, meus amigos, em compreender-lhe o sentido profundo e as consequências, e em procurar, por vós mesmos, todas as suas aplicações. Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade, e vossa consciência vos responderá; não somente ela vos evitará de fazer o mal, mas vos levará a fazer o bem: porque não basta uma virtude negativa, é preciso uma virtude ativa; para fazer o bem é preciso sempre a ação da vontade; para não fazer o mal basta, frequentemente, a inércia e a negligência."



Reflexão: O texto acima nos indica que devemos agir em prol do Bem, e não somente evitar fazer o mal. Pois se nada fizermos estaremos nos abstendo do senso de justiça para com nossos irmãos, tal qual desejamos a nós mesmos. Sempre esperamos que pessoas próximas a nós nos defendam, uma vez que, somos bem intencionados, porém muitas vezes afirmando que não devemos nos envolver com os problemas alheios deixamos de auxiliar um irmão necessitado. Acredito que precisamos nos compadecer com todos aqueles que sofrem, por que em certa medida, nosso sofrimento é semelhante, se estivermos unidos poderemos amenizar a dor compartilhando o peso.

24 de junho de 2014

Estudo do Evangelho

CAP XIII - Que a Vossa mão esquerda não saiba o que dá a Vossa mãe direita.

CONVIDAR OS POBRES E OS ESTROPIADOS

Item 8: "'Quando fizerdes um festim, disse Jesus, para ele não convideis os vossos amigos, mas os pobres e estropiados.' Estas palavras, absurdas se tomadas ao pé da letra, são sublimes se nelas se procura o espírito. Jesus não podia ter querido dizer que, em lugar dos amigos, é preciso reunir à sua mesa os mendigos da rua; sua linguagem era quase sempre figurada, e a homens incapazes de compreendem as nuanças delicadas do pensamento, seria preciso imagens fortes, produzindo o efeito de cores berrantes. O fundo do pensamento se revela nestas palavras: 'Sereis felizes porque não terão meios para vo-lo retribuir'; quer dizer que não se deve fazer o bem com vistas a uma devolução, mas pelo único prazer de fazê-lo. Para dar uma comparação surpreendente, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, porque sabeis que estes não poderão nada vos retribuir, por festins é preciso entender, não o repasto propriamente dito, mas a participação na abundância de que desfrutais."


Reflexão: A máxima acima nos leva a pensar em nossas comemorações, em como festejamos junto àqueles que elegemos serem as pessoas certas a compartilhar nossas alegrias. Entretanto devemos ter em mente que para retribuir as dádivas divinas precisamos celebrar com os que menos possibilidades tem, pois assim estaremos retribuindo com bem o bem que recebemos, e seremos abençoados com mais tranquilidade em nossa jornada.

21 de junho de 2014

Algemas

Palavras que Voam ao Infinito


Francisco Cândido Xavier


Indiscutivelmente, em todas as paisagens da Terra, observamos fardos e prisões que atormentam a vida...

Algemas de ódio, cristalizando a treva em torno das almas...
Algemas de egoísmo, enregelando corações...
Algemas de vingança, estabelecendo perturbações e discórdia...
Algemas do azedume, provocando amargura e enfermidade...
Algemas da ignorância, gerando chagas de penúria...
Na vida social, permanece a criatura encadeada a deveres que lhe martirizam a existência, tanto quanto no lar, antigos companheiros que ontem se acumpliciavam na crueldade, hoje se prendem uns aos outros em tremendos conflitos expiatórios.. .
Cada espírito renasce no berço com as algemas que forjou para si mesmo no passado próximo ou remoto, a fim de realizar a caminhada regeneradora através de lutas e problemas edificantes até o túmulo, para que o túmulo seja preciosa emancipação.
Recorda o Cristo, o grande libertador, e apresenta-lhe, cada dia, com o suor do próprio trabalho, os grilhões que porventura te releguem à inibição. E, seguindo-lhe os passos na senda de amor que serve e perdoa sempre, compreenderás que, se a Terra em muitos casos ainda é a penitenciária do sofrimento, podes romper os cárceres que te guardam na sombra, deles fazendo a escola do reajuste e a escada da ascensão desde hoje.

Chico Xavier - Traços Biográficos


Filho do operário João Cândido Xavier e da doméstica Maria João de Deus. Nasceu a 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo. A desencarnação de dona Maria João de Deus, deu-se a 29 de setembro de 1915, quando o Chico tinha apenas 5 anos. Dos nove filhos (Maria Cândida, Luzia, Carmosina, José, Maria de Lourdes, Chico, Raimundo, Maria da Conceição e Geralda), seis foram entregues a padrinhos e amigos.

Chico sofreu muito em companhia de sua madrinha, que era obsediada. Conta ele, que apanhava três vezes por dia, com vara de marmelo. O pai de Chico casou-se novamente; desta feita com Cidália Batista, de cujo casamento advieram mais seis filhos (André Luiz, Lucília, Neusa, Cidália, Doralice e João Cândido). Por essa ocasião, deu-se o seu retorno à companhia do pai, dos irmãos e de sua segunda mãe dona Cidália, que tratava a todos com muito carinho. Sua escolaridade vai até o curso primário, como se dizia antigamente. Trabalhou a partir dos oito anos de idade, de 15h às 2h, numa fábrica de tecidos. Católico até o ano de 1927, o Padre Sebastião Scarzelli era seu orientador religioso.

Com a obsessão de uma de suas irmãs, a família teve que recorrer ao casal de espíritas, Sr. José Hermínio Perácio e dona Carmem Pena Perácio, que após algumas reuniões e o esforço da família do Chico, viu-se curada. A partir daí, foi mantido o Culto do Evangelho no Lar, até que naquele ano de 1927, o Chico, respeitosamente, despediu-se do bondoso padre, que lhe desejou amparo e proteção no novo caminho. (…) No ano de 1927, funda em Pedro Leopoldo, junto com outras pessoas, o Centro Espírita Luiz Gonzaga. Em 08/08/44, Chico Xavier, através do advogado Dr. Miguel Timponi, em co-autoria com a FEB – Federação Espírita Brasileira, inicia contestação à ação declaratória movida pela Sra. Dª. Catharina Vergolino de Campos, viúva do famoso escritor desencarnado Humberto de Campos, sob a fundamentação de ser necessário concluir se efetivamente a obra psicografada pelo Chico, como sendo do notável escritor patrício, Humberto, após sua desencarnação. Ao final desse longo pleito, através de críticos literários, os mais consagrados, concluiu-se ser autêntica a obra em questão (ver o assunto completo no livro “A Psicografia ante os Tribunais, de autoria do advogado Dr. Miguel Timponi – Ed. FEB).

Dos quatro empregos que teve, por 32 anos trabalhou na Escola Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo e Uberaba, nesta última cidade, a partir de 1959, quando para lá se transferiu. Chico sempre se sustentou com seu modesto salário, não onerando a ninguém. Aposentou-se como datilógrafo subordinado ao Ministério da Agricultura. Jamais se locupletou como médium. Ganhava, dos mais simples aos mais valorizados presentes (canetas, fazendas, carros), mas, de tudo se desfazia educadamente. Dos quatrocentos e doze livros psicografados, os quais pela lei dos homens lhe pertenciam os direitos autorais, de todos se desfez doando-os a federativas espíritas e a instituições assistenciais beneficentes, num verdadeiro exemplo vivo de cidadania e amor ao próximo.


CHICO XAVIER – A Polivalência de sua Obra Literária


É bastante diversificada a obra literária do Chico, senão vejamos: o primeiro livro publicado foi “Parnaso de Além Túmulo”, escrito por 56 poetas desencarnados, compreendendo brasileiros e portugueses. Foi recebido no período de 1931 a 1932. Na época, sua idade era de apenas 21 anos. Com esta obra, Chico começa por onde a imensa maioria dos medianeiros psicógrafos principia. Detém em sua produção Prosa e Verso, que nós, na mera condição de leitor, classificamo-la como sendo:

Reveladora: Com a publicação da obra Nosso Lar, o espírito André Luiz inicia primorosa coleção em que se ressalta, dentre tantas informações, o caráter revelador da obra, onde se tem registrado o cotidiano, o dia a dia da vida extrafísica.
Identificadora: Assim chamamos a literatura poética, como no caso do “Parnaso”. Se “estilo é maneira de exprimir os pensamentos, falando ou escrevendo” (Aurélio), no Parnaso figuram quase 6 dezenas de poetas da Língua Portuguesa, dentre os mais consagrados. Aí, a comparação entre o poeta, quando na vida física e quando retorna ao plano espiritual, torna-se inevitável.
Mensagem: Chamamos livros de mensagens, aqueles compostos por mensagens avulsas, de temas variados, de espíritos diversos. (Ex: Mãos Unidas, Respostas da Vida, etc).
Romanesca: Destacamos, neste gênero, os cinco romances de Emmanuel (mentor do médium): Há Dois Mil Anos (abrange o período histórico de 31 a 79 D.C), Cinqüenta Anos Depois (ano 131 – D.C), Ave Cristo (abrange o período 217 a 258 D.C), Paulo e Estevão (depois da morte de Jesus até aproximadamente anos 70 D.C) e Renúncia (cobrindo a segunda metade do século XVII, iniciado em 1662 – reinado de Luiz XIV de França). Há Dois Mil Anos foi escrito no curto espaço de 24/10/38 a 09/02/39, em intervalos das atividades profissionais do Chico. Chamamos a atenção para a chamada Cronologia Romana reconhecida por experts como autêntica. A obra suscitou o aparecimento do livro Vocabulário Histórico-Geográfico, de Roberto Macedo, versando sobre o vocabulário existente nos cinco romances supra citados.
Histórico-Geográfico: A exemplo dos livros “A Caminho da Luz” e romances de Emmanuel (já citados), “Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” de Humberto de Campos.
Conto: merecem destaque Jesus no Lar, de Neio Lúcio, Almas em Desfile e A vida Escreve, de parceria com o médium Waldo Vieira, de autoria espiritual de Hilário Silva e Contos e Apólogos, Reportagens de Além Túmulo, Contos Desta e Doutra Vida, autoria espiritual de Humberto de Campos, além de outros.
Reportagem: Encontramos o trabalho de Humberto de Campos, que com vigor e talento, do plano da imortalidade envia-nos reportagens notáveis como a que realiza com o apóstolo Pedro, no livro Crônicas de Além-Túmulo, ou com Napoleão, no livro Cartas e Crônicas ou ainda quando entrevista a famosa atriz Marilyn Monroe, no livro Estante da Vida.

LITERATURA INFANTIL

Através de autores como Neio Lúcio, Casimiro Cunha e outros.

LITERATURA JOVEM

Livros de espíritos que ainda jovens retornaram ao plano espiritual, como a obra de Jair Presente, de Augusto César e outros, cuja característica principal são, as gírias praticadas pelos jovens, notadamente no período em que surgiram.

LITERATURA UNIVERSITÁRIA

De nosso conhecimento, coube à Professora Ângela Maria de Oliveira Lignani inserir a obra literária do Chico nos meandros universitários. A professora em questão logrou aprovação no Curso de Mestrado da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Teoria da Literatura. Dissertação com 200 páginas, cujo título é “Psicografia e inscrições discursivas: a escrita de Chico Xavier”.

LITERATURA HUMORÍSTICA

Lulu Parola, Cornélio Pires e outros trazem aos leitores rica obra com esta característica.

LITERATURA CIENTÍFICA

Por se compor de Ciência, Filosofia e Religião, invariavelmente, qualquer obra dita espírita mostra esta tendência, mas, especificamente podemos citar as de André Luiz como “Evolução em Dois Mundos” e “Mecanismos da Mediunidade”.

LITERATURA EVANGÉLICA

O Evangelho é tema de vasta obra psicografada pelo Chico, especialmente de Emmanuel: Caminho, Verdade e Vida, Pão Nosso, Vinha de Luz, Fonte Viva, Livro da Esperança, Palavras de Vida Eterna, Segue-me, Bênção de Paz.

CHICO XAVIER – Ressonância de sua Obra


NO CINEMA

Da mensagem publicada no livro “Somos Seis” resultou o filme Edifício Joelma.

NO TEATRO

Várias compilações de obras diversas resultaram na peça teatral “Além da Vida”, apresentada por atores e atrizes profissionais.

NA TELEVISÃO

Tanto na extinta Rede Tupi (associada) quanto na Rede Globo, adaptou-se como novela o livro “Nosso Lar”, sob o título de “A grande viagem”, com amplo sucesso.

NO RÁDIO

Apresentação do chamado rádio-teatro, como o romance “Há Dois mil Anos”, teatralizado na Rádio Mundial. Programas radiofônicos veiculando páginas espíritas. Nos mais diversos ambientes, deparamos afixadas páginas psicografadas pelo Chico, porém, nem sempre de origem identificada.

NO JUDICIÁRIO

Conforme se vê no livro Lealdade, organizado pelo laborioso tarefeiro espírita, Hércio Marcos, do IDE – Instituto de Difusão Espírita – Araras/SP, relatando que, com base em mensagem psicografada pelo Chico, o MM. Juiz da causa absolveu o réu no douto judiciário do estado de Goiás.

NA MÚSICA

Já nos idos de 1970, o astro da canção brasileira, Roberto Carlos, revelava no Programa Flávio Cavalcanti, a influência das obras do Chico nas letras das músicas que compõe.

São inúmeras as letras psicografadas pelo Chico que foram e são musicadas, daí resultando belas canções, tais como: Alma Gêmea e Companheiro, letras de Emmanuel. A Prece, letra de João de Deus, Diretrizes adaptado do trecho de Bezerra de Menezes..

Fábio Júnior, Vanuza e Moacir Franco, sempre demonstraram grande carinho pelo Chico, inclusive, homenageando-o através de músicas de suas autorias.

Inúmeros LP’s (hoje em desuso) e incontáveis CD’s enriquecem a fonografia patrícia, oriunda da obra do Chico.

NA PINTURA

Através do chamado processo ideoplástico a exuberante mediunidade do Chico tem proporcionado o surgimento de quadros maravilhosos, como o do Senador romano Publius Lentulus e o retrato de Maria (vide Anuário Espírita 1986).


ABRANGENDO IRMÃOS DE OUTRAS TERRAS

A monumental obra psicografada pelo Chico já teve livros traduzidos para o esperanto, o francês, o inglês, o espanhol, o japonês, o tcheco e o polonês.

NA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Pelo fato de o Chico, invariavelmente, registrar em cartório a doação dos direitos autorais a que teria direito em favor de instituições beneficentes, que pela lei do homem lhe caberia sobre 412 obras, tal procedimento possibilita grande fonte de recursos a essas instituições mesmo depois de sua morte. E já são mais de 30 milhões de exemplares editados.


CHICO SELA COMPROMISSO COM O ESPÍRITO EMMANUEL

A data do início do mandato mediúnico do Chico é considerada 8 de julho de 1927, mas o reencontro com seu guia espiritual Emmanuel, deu-se nos fins de julho de 1931 (ver interessante diálogo que se estabeleceu entre os dois, conforme relata o livro “Chico Xavier Mandato de Amor”, UEM, p. 30-31).


QUEM ERA EMMANUEL

Senador romano na época do Cristo, conhecido por Publius Lentulus. De lá para cá do nosso conhecimento, surge nas figuras do escravo Nestório, do Padre Manoel de Nóbrega (fundador de São Paulo) e do Padre Damiano, reencarnado na Espanha. O relacionamento entre os dois, “se perde na poeira dos sóis”, segundo informação que o Chico nos prestava, por informação do mentor espiritual.


JESUS – KARDEC – EMMANUEL

Como é sabido, a interação Jesus-Kardec-Emmanuel é absolutamente harmônica. E desde aquele longínquo 31 de julho de 1931, Emmanuel já determinava: “ – se algum dia eu conflitar com Jesus e Kardec, me abandone Chico”.

Nesse clima de absoluta interação é que para comemorar centenários respectivos, da obra que compõe o “Pentateuco Luz”, no dizer de Nenê Aluotto, temos:

- em 1959, surge o livro Religião dos Espíritos, em comemoração ao centenário do Livro dos Espíritos;

- em 1960, o livro Seara dos Médiuns, em comemoração ao centenário do Livro dos Médiuns;

- em 1961, o livro Justiça Divina, em comemoração ao centenário do livro Céu e Inferno;

- em 1964, o livro da Esperança, em comemoração ao centenário do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Todos esses livros de autoria de Emmanuel. O Chico recebeu além desses, de espíritos diversos, o livro O Espírito da Verdade, ainda comemorativo ao centenário do Evangelho Segundo o Espiritismo.


CHICO FALA DE SUA PRÁTICA MEDIÚNICA

No livro Parnaso de Além Túmulo, Ed. FEB – 1972 – Comemorativa do 40º aniversário de lançamento, pág. 33, Chico diz a respeito: “A sensação que sempre senti, ao escrevê-las (referindo-se a poesias recebidas mediunicamente), era a de que vigorosa mão impulsionava a minha. Doutras vezes, parecia-me ter em frente um volume imaterial, onde eu as lia e copiava; e, doutras, que alguém mas ditava aos ouvidos, experimentando sempre no braço, ao psicografá-las, a sensação de fluidos elétricos que o envolvessem, acontecendo o mesmo com o cérebro, que se me afigurava invadido por incalculável número de vibrações indefiníveis. Certas vezes, esse estado atingia o auge, e o interessante é que parecia-me haver ficado sem o corpo, não sentindo, por momentos, as menores impressões físicas. É o que experimento, fisicamente, quanto ao fenômeno que se produz freqüentemente comigo.”


MÉDIUM COMPLETO

Poder-se-á dizer que Chico foi um médium completo, tanto do ponto de vista moral quanto da técnica mediúnica. O saudoso professor Herculano Pires o chamava de “homem-psi”. Elias Barbosa diz que dele poder-se-á dizer “do alto dos telhados”, tratar-se do maior médium psicógrafo do mundo. O culto e saudoso professor Rubens Romanelli, dizia com relação a Chico Xavier: “Trata-se de um dos maiores autodidatas que já conheci”.


CURIOSIDADES ACERCA DA PROFÍCUA PRODUÇÃO PSICOGRÁFICA DE CHICO


De uma certa feita na bela cidade triangulina de Uberlândia, o saudoso tarefeiro espírita Zenon Vilela passou para o papel, a seguinte informação:

No ano de 1952, Chico psicografou 2 livros, em 2 dias: Roteiro, de Emmanuel, com 172 páginas e Pai Nosso, de Meimei, com 104 páginas.

No ano de 1963, Chico psicografou 2 livros, em 2 dias: Opinião Espírita, com 204 páginas e Sexo e Destino, com 360 páginas.

No dia 31 de março de 1969 (data comemorativa do falecimento de Kardec, mera lembrança nossa), Chico psicografou 2 livros, no mesmo dia: Passos da Vida, com 156 páginas e Estante da Vida, com 184 páginas.

Chico é apontado como fenômeno na aceitação do leitor. Dos dez melhores livros do século, em pesquisa realizada por órgãos da imprensa espírita, sete são da psicografia do Chico. O primeiro lugar coube ao livro Nosso Lar, na 48ª edição, com mais de 1.200 milheiros de exemplares editados.

Ao longo de seus 75 anos de mandato mediúnico tornaram-se incontáveis os títulos honoríficos a que fez jus:

- dezenas de cidadanias;

- mais de uma centena de biografias;

- instituiu-se a Comenda da Paz Chico Xavier, por decreto estadual;

- o Mineiro do Século, por promoção da Rede Globo, etc, etc;

- pelos auditores independentes da Receita Federal, foram eleitas as 8 mais importantes figuras mundiais: Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier, Mandela, Sabin, Carlitos, Santos Dumont, Gandhi e Che Guevara.

Por dados estatísticos fornecidos por órgãos da Imprensa Nacional, em seu velório que se iniciou no domingo, 30 de junho, até terça-feira, 2 de julho do ano de 2002, em certos momentos, a fila chegou à extensão de 4 km. E diante do esquife, a média era de 40 pessoas, a cada minuto. Era comovente a serenidade e o silêncio do povo, apesar de ter que esperar horas e horas seguidas na fila, sob o forte sol uberabense, para a despedida aos despojos físicos do médium. Foi sepultado com honras militares debaixo de uma chuva de pétalas de rosas.


Eric Fronn nos ensina que “só o amor é justificativa à presença humana”. O

Chico “triplica” essa justificativa. Muitos o cognominam: “um homem chamado amor”.

(Fonte: www.uembh.com.br)






Evangelho

Por Balbino Amaral Filho- 13/06/2014.

Luz de esclarecimento e amparo que nos fortalece.
Boa Nova do Cristo, que ao resplandecer sua luminosidade nos lares, deixa seus exemplos sublimes ao nosso desenvolvimento moral e espiritual.
Palavras que nos consolam, diante as nossas fraquezas e nossos desentendimentos.
Ainda como seres pequeninos perante a grandeza do Pai.
A cada página aberta, a cada mensagem lida de suas palavras iluminadas, nos aproximam de Deus, através das fontes sublimes de amor, humildade e simplicidade.
Jesus está presente em nossos dias, como o leme seguro, que nos direciona a nossa existência imortal.
Evangelho, mensagem de amor! Seus ensinamentos abrem em nossos corações as portas de entendimento, fraternidade e compreensão.
Sê o nosso guia em busca de nossa evolução espiritual, através dos resplendores ensinamentos do bem.







14 de junho de 2014

O Psicógrafo

Trecho do livro Missionários da Luz, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Capítulo I - O Psicógrafo.

"Este irmão não é um simples aparelho. É um Espírito que deve ser tão livre quanto o nosso e que, a fim de se prestar ao intercâmbio desejado, precisa renunciar a sim mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas. Necessita calar, para que outros falem; dar de si próprio, para que outros recebam. Em suma, deve servir de ponte, onde se encontrem interesses diferentes. Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia atender aos propósitos edificantes."

Esse texto nos demonstra a necessidade de equilíbrio pessoal para que possamos ser bons servidores. É urgente nosso melhoramento íntimo, para poder prestar melhor serviço aos irmãos necessitados.