Emmanuel


Emmanuel é o nome dado pelo médium espírita brasileiro Chico Xavier ao espírito a que atribui a autoria de boa parte de suas obras psicografadas. Esse espírito era apontado por Chico Xavier como seu orientador espiritual.

Há também um livro homônimo de Chico Xavier que leva a assinatura de Emmanuel, publicado em 1938.

A obra mediúnica atribuída a Emmanuel é composta por dezenas de livros, muitos deles traduzidos para diversos idiomas. São romances históricos, livros de aconselhamento espiritual, obras de exegese bíblica, etc.



O retrato de Emmanuel

Foi feito um retrato do espírito Emmanuel pelo pintor mineiro Delpino Filho. Chico Xavier informou que o espírito não "posou" para o pintor. Na verdade, o artista foi auxiliado por um pintor desencarnado, que era amigo de Emmanuel. O médium afirmou que o retrato produzido é fiel ao benfeitor, quando na personalidade do senador romano Publius Lentulus Cornelius. O único detalhe que poderia ser corrigido no retrato se refere aos lábios, que são na realidade mais estreitos e masculinos. A pintura original se encontra na sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, numa sala de preces, feita no quarto onde Chico nasceu, em 1910.


Encarnações

Primeira encarnação: de Emmanuel conhecida na Terra data do século IX a.C.. Seu nome era Simas, grão-sacerdote do templo de Amon-Rá na antiga cidade egípcia de Tebas. Foi reitor da escola de Tânis e pai da futura rainha Samura-Mat (Semíramis), do império da Assíria, da Babilônia, do Sumér e do Akad. A sua história se encontra no livro "Semíramis: a rainha da Assíria, da Babilônia e do Súmer", por Camilo Rodrigues Chaves.

Segunda encarnação: se refere ao cônsul romano Publius Lentulus Cornelius Sura, contemporâneo de Júlio César bem como amigo de Sulla e Cícero condenado à morte no ano 63 a.C.

Terceira encarnação: se refere a Publius Lentulus Cornelius, um senador romano e bisneto do anterior Publius Lentulus Cornelius Sura. Viveu à época do Cristo, de acordo com declarações do médium mineiro. De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium as suas impressões, revelando-nos o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius no romance "Há dois mil anos". Públio lutou pela sua Roma, não admitindo a corrupção e demonstrando integridade de caráter. Sofreu ao mesmo tempo durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem tanto amava, Lívia. Teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, optou pela última. Desencarnou na cidade de Pompeia no ano 79 da nossa era vitimado pelas cinzas do Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.

Quarta encarnação: se refere ao escravo Nestório. Na obra "Cinquenta Anos Depois", o personagem renasce em Éfeso no ano 131 com o nome de Nestório. De origem judaica, é escravizado por romanos que o conduzem ao país de sua anterior existência. Nos seus 45 anos presumíveis, mostra em seu porte um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, volta a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde a infância, é preso e, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte. Com os demais, ante o martírio, canta, de olhos postos no Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor de outrora, Lívia.

Quinta encarnação: se refere a Basílio, romano filho de escravos gregos que nasceu em Chipre como liberto no ano 233. Casou-se com a escrava Júnia Glaura e teve uma filha, porém ambas morreram precocemente. Posteriormente, adotou para si uma criança abandonada numa cesta, que mais tarde recebeu o nome de Lívia (há uma hipótese de que esta teria sido uma das reencarnações de Francisco Cândido Xavier, de acordo com informações de Arnaldo Rocha - amigo de longa data de Chico - onde afirma que o médium lhe deu esta informação), vivendo com ela até o fim de seus dias, onde fora torturado e morto. Mais detalhes são revelados no livro "Ave Cristo", pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Sexta encarnação: se refere a São Remígio, bispo de Remis. Nasceu no ano 439, em Lyon. De família nobre e religiosa, considerado o maior orador sacro do reino dos francos pela sua especialidade em retórica. Considerado também o apóstolo dos pagãos, nas Gálias, era conhecido pela sua pureza de espírito bem como pelo seu profundo amor a Deus e ao próximo. Desencarnou em janeiro de 535, aos 96 anos.

Sétima encarnação: se refere ao padre Manuel da Nóbrega. De acordo com Francisco Cândido Xavier, em participação no programa "Pinga Fogo" da extinta TV Tupi, em 1971, Emmanuel teria sido, nesta encarnação, o padre português Manuel da Nóbrega. O deputado Freitas Nobre teria declarado na noite de 27 de julho de 1971 em programa na mesma rede de televisão que, ao escrever um livro sobre o padre José de Anchieta, teve oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manoel da Nóbrega, como "E. Manuel". De acordo com o seu entendimento, o "E" inicial se deveria à abreviatura de "Ermano", o que, ainda de acordo com o seu entendimento, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um "M" apenas e pronunciado com acentuação oxítona.

Oitava encarnação: se refere ao Padre Damiano, nascido em 1613 na Espanha. Residiu em Ávila, Castela-a-Velha, onde oficiou na Igreja de São Vicente. Desencarnou em idade avançada no Presbitério de São Jaques do Passo Alto, no burgo de São Marcelo, em Paris. Alguns detalhes desta encarnação constam no livro Renúncia, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Nona encarnação: se refere a Jean Jacques Turville, nascido no século XVIII na França. Foi educador da nobreza e prelado católico romano no período anterior à Revolução Francesa, vivendo no norte da França. Fugiu à ferocidade revolucionária indo para a Espanha, onde viveu até a morte.

Décima encarnação: se refere ao Padre Amaro, um humilde sacerdote católico que viveu entre os séculos XIX e XX. Viveu no estado brasileiro do Pará. Posteriormente foi ao Rio de Janeiro, onde se dedicou à pregação do Evangelho de Jesus, tendo inclusive tido contato com Bezerra de Menezes. Há uma mensagem psicografada por Chico intitulada "Sacerdote católico que fui", na qual Emmanuel descreve com detalhes o processo de sua desencarnação nesta existência.

Nova encarnação de Emmanuel no século XX

De acordo com informações do próprio Chico, ao fim do século XX Emmanuel reencarnou em uma cidade do interior de São Paulo, de acordo com informações da Sr.ª Suzana Maia Mousinho, amiga do médium desde 1957, na qual este a teria confidenciado tal fato.

A informação do reencarne de Emmanuel também já foi informada em diversas outras ocasiões. No livro Entrevistas, no ano de 1971, Chico afirmou que "Ele (Emmanuel) afirma que, indiscutivelmente, voltará à reencarnação, mas não diz exatamente o momento preciso em que isto se verificará. Entretanto, pelas palavras dele, admitimos que ele estará regressando ao nosso meio de espíritos encarnados no fim do presente século (XX), provavelmente na última década".

Na pergunta de número 33 do livro A Terra e o Semeador, o médium disse: "Isso tem sido objeto de conversações entre ele (Emmanuel) e nós. Ele costuma dizer que nos espera no Além, para, em seguida, retornar à vida física".

Outra informação, que consta no livro Lições de Sabedoria, foi obtida através da pergunta de Gugu Liberato: "É verdade que o espírito Emmanuel, que lhe ditou a base do Espiritismo prático no Brasil, se prepara para reencarnar?". Chico então respondeu: "Ele virá novamente, dentre pouco tempo, para trabalhar como professor".

D. Suzana Maia Mousinho e sua nora, D. Maria Idê Cassaño, afirmaram que em outubro de 1996, Chico havia revelado a ambas que Emmanuel começou a se preparar para o seu reencarne naquele mesmo ano. Posteriormente, Sônia Barsante, frequentadora do Grupo Espírita da Prece, afirmou que em um certo dia do ano 2000, Chico entrou em transe mediúnico, e ao regressar afirmou que havia ido em desdobramento até uma cidade do estado de São Paulo na qual pôde presenciar o nascimento de um bebê, Emmanuel reencarnado, e ainda afirmou que "todos iríamos reconhecê-lo".

0 comentários:

Postar um comentário

Deixe sua opinião!